sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Seca nos EUA eleva preços do frango e de outros itens no RN

Consumidores têm se assustado com os preços: reajuste tem sido repassado de forma integral
O Rio Grande do Norte já sente os efeitos da seca e da quebra da safra de milho nos Estados Unidos. Flocos de milho, frango, cortes como sobrecoxa, e ovos já estão, pelo menos, 15% mais caros nos supermercados do estado. O problema não é exclusivo do RN, que importa praticamente todos esses produtos de estados como Minas Gerais, São Paulo e Santa Catarina. Outros estados também registraram alta nos últimos dias. A disparada no preço começou em junho, quando apareceram as primeiras notícias de quebra da safra nos Estados Unidos.
O dólar em alta deixou a situação ainda mais complicada no Brasil. "É importante lembrar que o Brasil registrou uma safra recorde de milho. Mas com o dólar mais caro, os produtores preferem exportar a vender no mercado interno", explica Ronaldo Souza, presidente da rede de Supermercados Boa Esperança, que já compra frango, cortes, ovos e derivados de milho 15% mais caros. Segundo Ricardo Sobral, diretor executivo da Rede Mais Supermercados, o preço subirá entre 20% e 25% nas próximas três semanas. O consumo, na visão dele, cairá na mesma proporção.

Um quilo de frango hoje está custando R$ 3,99. Antes, custava R$ 3,49. Uma bandeja com 30 ovos sai por R$ 6,98 (R$ 1,49 a mais) e um pacote de flocos de milho sai por R$ 1,05. Há menos de 30 dias, custava R$ 0,85 ( R$ 0,20 a menos). Isso porque o reajuste é repassado de maneira integral para os consumidores. O comerciante Claudemir Fernandes, 24 anos, reclamou do aumento. Ele costuma comprar de cinco a seis quilos de frango por dia. Antes do reajuste, pagava R$ 21,54 por seis quilos. Com o reajuste, passou a pagar R$ 28,54 pela mesma quantidade. A diferença é de R$ 6,78 - o que representa R$ 1,23 por quilo. "Dessa vez não vou levar. Está muito caro. Vou pesquisar mais. Se não encontrar mais barato, vou substituir. Sou dono de um restaurante e não posso aumentar o preço da refeição. Os clientes reclamam", justifica. O eletricista Francisco Ivo Azevedo, 36 anos, levou um susto com a alta. "Mesmo assim vou comprar. Não dá para comer carne vermelha todo dia".



Fonte: Tribuna do Norte

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