quinta-feira, 26 de julho de 2012

RN é o oitavo do país em número de fraudes virtuais

A clonagem de cartões ou utilização de dados no mercado virtual é a fraude mais utilizada no RN
A tendência de realizar cada vez mais transações financeiras por meio eletrônico, incluindo compras com cartões de crédito e de débito e saques em terminais bancários, é diretamente proporcional ao aumento de  fraudes e delitos relacionados a esses tipos de operações. Entre as modalidades criminosas mais comuns, a clonagem de cartão figura em posição de destaque. Em recente levantamento divulgado pela ClearSale, empresa responsável por monitorar cerca de 80% do comércio eletrônico no Brasil, o Rio Grande do Norte está entre os 10 estados que mais sofrem fraudes virtuais no país.
A pesquisa é relativa ao primeiro semestre de 2012 e os números apontam que 5,19% de toda a movimentação no RN houve fraude ou tentativa de fraude. No relatório apresentado o Ceará aparece em primeiro lugar com 8,18%; Bahia vem em segundo com 7%; seguidos por Maranhão 6,71%, Distrito Federal 6,27% e Pernambuco, onde 6,22% das transações financeiras por meio eletrônico são falsas. "Há uma carência grande na fiscalização desse tipo de negócio na região Nordeste", verifica Kelly Souza, da assessoria de imprensa da ClearSale. "Na lista dos dez estados com os maiores índices de fraudes eletrônicas, sete são nordestinos".
"Esse tipo de crime é extremamente lucrativo, e há muitas quadrilhas com ramificações interestaduais atuando no RN", disse Érico César, chefe de investigação no Núcleo de Investigação dos Crimes de Alta Tecnologia da Polícia Civil do RN. A questão é que, com a popularização dos cartões, o problema tende a se agravar.

"Cartão é melhor que assalto, o criminoso faz compras e se não der certo descarta e pronto", destacou Gilberto Fernando Maciel da Silva, chefe de investigação da Delegacia Especializada em Falsificações e Defraudações (DEFD). "Mas estamos fazendo um trabalho sério, inclusive junto às administradoras de cartões de crédito, para evitar esse tipo de crime", salienta o chefe de investigações da DEFD.

As ocorrências que envolvem falsificação, clonagem e troca de cartões  chegam a 20% do volume total de registros da Defraudações, a maior entre as especificidades registradas na delegacia, que só abre inquérito para investigar fraudes acima de 30 salários mínimos - ou R$ 18,66 mil. "Esse valor serve como uma espécie de filtro, se fôssemos investigar todos os casos, esse índice seria bem maior", garante Gilberto.

O Boletim de Ocorrência, independente do valor, deve ser lavrado em qualquer delegacia. O cliente lesado pode procurar, além da polícia, o banco e/ou a administradora que emitiu o cartão e a loja onde a compra foi feita.


Fonte: Tribuna do Norte

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