segunda-feira, 16 de julho de 2012

Média de picadas de escorpiões aumenta de 100 para 170 casos em Natall

A proliferação de lixões nas periferias de Natal e a falta de uma coleta regular de entulhos por parte da Prefeitura de Natal são dois grandes responsáveis pela alta incidência de picadas de escorpiões nos últimos anos. Levantamento do Centro de Zoonoses da Secretaria Municipal de Saúde de Natal aponta que o número de acidentes com animais peçonhentos praticamente triplicou nos últimos anos e os escorpiões são os principais causadores desses ataques. Somente nos três primeiros meses deste ano, dos 626 registros envolvendo cobras, aranhas, escorpiões, taturanas, etc, um total de 518 casos foram de escorpiões, o equivalente a 82% dos casos. A média mensal que há três anos era de 100 acidentes com escorpião aumentou para 170 casos.

A alta incidência fez surgir, em 2010, o primeiro caso de caso de óbito relacionado a picada de escorpião no Rio Grande do Norte, a exemplo do que já ocorreu em outros estados como Paraíba e Piauí. O caso foi de um menino que residia no bairro de Felipe Camarão, periferia da zona Oeste da capital. Chegou a ser socorrido, mas teve parada cardíaca. O hospital Giselda Trigueiro, da rede Estadual de Saúde, é o que realiza atendimentos exclusivamente para acidentes envolvendo animais peçonhentos. O Tityus Stigmurus é a espécie mais comum em Natal e a maior causadora de acidentes.

Os especialistas dizem que os ataques são cada vez mais comuns nas cidades por causa do desequilíbrio ecológico, do desmatamento e do avanço das áreas urbanas sobre as matas. Na maioria dos estados brasileiros, os problemas com escorpiões são mais frequentes nas cidades e não no campo. No Rio Grande do Norte, segundo dados do jornal O Globo, 83% dos casos ocorrem justamente na região metropolitana. Em 2011, foram quase 58 mil acidentes no país e 85 pessoas morreram.

Nenhum comentário:

Postar um comentário