quarta-feira, 4 de maio de 2011

Vaga em curso de aeromoça exige saber sobreviver na selva

A delicadeza típica da aeromoça não é tão necessária na hora de cortar a cabeça de uma galinha e de beber o sangue da ave. Menos ainda quando ela precisa rastejar na lama ou montar armadilhas para matar passarinhos e roubar seus ninhos para alimentar uma fogueira.

Essas habilidades, entre outras, são levadas ao limite no curso obrigatório de sobrevivência na selva para quem quer ser aeromoça ou comissário de bordo.
No melhor estilo “pede pra sair”, os 217 aspirantes a comissário de bordo e aeromoça são chamados pelo número estampado no boné, enquanto desbravam e aprendem a retirar insumos da mata fechada. O objetivo do curso exigido pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) é simular como seria sobreviver em uma área isolada em caso de queda do avião. Numerar os vivos deve ser a primeira medida de sobrevivência.
Às 7h30, Salmeron Cardoso, diretor do Ceab, recebe os alunos vestido com roupas camufladas. Aos berros, exige que eles andem enfileirados e em grupos, e informa que pontos serão perdidos e que a reprovação é iminente para aqueles que não seguirem as regras.
Isto é, nas próximas 12 horas de jornada, é proibido comer e beber algo que não seja água e punhados de sal e açúcar. Falar ou dar risada enquanto instrutores falam também é motivo de punição. “Não confie nas pessoas que estão atrás de você”, foi seu primeiro conselho.


FONTE:R7


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