terça-feira, 31 de maio de 2011

Professores e técnicos da UERN podem iniciar greve nesta terça

Os professores e técnicos administrativos da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) decidem hoje se iniciam greve por tempo indeterminado.

A reunião com representantes do governo, realizada ontem na reitoria da Uern, não trouxe o avanço esperado pela categoria. O impasse está na ausência de um percentual de reajuste e a data para início da reposição salarial.

Os professores se reúnem hoje, 31, na sede da Associação dos Docentes da Uern (ADUERN) para avaliar o posicionamento do Governo do Estado, votarem o início da greve e definirem os encaminhamentos do movimento paredista.

A assembleia será iniciada às 9h e a expectativa é de que seja bastante participativa, tendo em vista que, durante a semana, representantes do sindicato visitaram os campi da instituição, segundo informou o presidente da Aduern, Flaubert Torquato.

A reunião de ontem contou com a participação da secretária estadual de Educação e Cultura, Betânia Ramalho; do secretário de Administração e Recursos Humanos do Estado, Anselmo Carvalho; e do reitor da instituição, Milton Marques de Medeiros, além de representantes da Aduern, do Sindicato dos Técnicos Administrativos da Uern (SINTAUERN) e do Diretório Central dos Estudantes (DCE).

O resultado, no entanto, não convenceu os professores. “Do ponto de vista prático, a reunião não avançou praticamente nada”, diz Flaubert Torquato. Ele imaginava que, ao pedir um prazo de dez dias, o Governo teria uma proposta para apresentar.

No entanto, o discurso foi o mesmo da audiência anterior. “A categoria está extremamente frustrada. Dois secretários se deslocarem de Natal para cá”, acrescenta o presidente da Associação.

“Acredito que na assembleia de hoje a categoria vai ratificar o que foi decidido”, comenta Flaubert Torquato. Segundo ele, o único jeito de evitar a paralisação é se o Governo apresentar algo por escrito até a hora da assembleia.

“Nós vamos avaliar essa negociação, se é que a gente pode chamar de negociação, porque negociação é quando tem proposta”, ressalta o presidente da Aduern.

Durante a reunião de ontem, ao serem cobrados por uma proposta mais contundente, o secretário Anselmo Carvalho citou como grande impasse a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e mencionou a intenção de escalonar em quatro vezes o percentual pretendido pela categoria.

Assim, o reajuste de 23,98% seria repassado em quatro anos. Também foi abordada a possibilidade de estabelecer a primeira parcela de reajuste em setembro, caso o limite prudencial do Estado permita.

Esse reajuste teria valor retroativo. Porém, a indefinição da data e o repasse estando condicionado à LRF não agradou a categoria.

De acordo com o reitor Milton Marques, no que diz respeito ao descontingenciamento e a suplementação, o secretário estadual de Planejamento e Finanças, Obery Rodrigues, já havia falado em iniciar as negociações a partir de julho.

Já no que diz respeito à autonomia financeira, a proposta do Governo é que sejam formados dois comandos, um composto pela equipe do Estado e outro por uma equipe da Universidade. Os outros pontos de pauta, segundo a proposta, devem ser discutidos em um fórum permanente.

Para Milton Marques, há intenção do Governo em negociar. “Eu entendo que esteja havendo um gesto de certa atenção ao movimento, no momento em que o Governo manda dois secretários de Natal para conversar”, afirma o reitor.
 
 
FONTE: DN OLINE

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