sexta-feira, 6 de maio de 2011

Polícia Civil anuncia paralisação

A administração pública estadual caminha para o colapso em relação a prestação de serviços essenciais à população do Rio Grande do  Norte, caso o governo Rosalba Ciarlini não chegue a um acordo  com algumas categorias de áreas importantes, como educação e segurança, que reivindicam melhorias na carreira profissional. Os professores estão em greve desde segunda-feira (02) e ontem, os policiais civis votaram por  paralisações de advertência na próxima semana.

Diante da insatisfação com o governo estadual relacionado, por exemplo,  a não implementação do piso salarial nacional da categoria, os professores mantém a greve por tempo de indeterminado. A pauta de reivindicação apresentada ao governo trata dos dois planos de carreira - o dos funcionários e dos professores -, enquanto o governo já emitiu  nota em resposta que não tocou no principal ponto da pauta, segundo a categoria: a revisão do Plano de Carreira do Magistério e a tabela salarial.

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Rio Grande do Norte (Sinte-RN) continua, hoje, com o  mapeamento do movimento no interior e na capital. Já a partir das 9 horas da próxima segunda-feira, dia 9, ocorrerá uma plenária de organização greve.

Segundo o Sinte, na Regional de Caicó, das 14 escolas de Ensino Fundamental existentes, 13 aderiram à greve. Com isso, 90% dos trabalhadores estão paralisados. Na regional de Ceará Mirim não houve paralisação no Ensino Fundamental, mas de forma geral 90% de escolas também estão em greve. As regionais de Touros e de São Tomé também seguem fazendo o trabalho de paralisação. A expectativa da coordenadora geral do Sinte, Fátima Cardoso é de que até hoje a paralisação atinja 90% da rede estadual de ensino. Em Mossoró, informa o Sinte, o índice de adesão à greve é de mais 90%. A coordenador jurídica do Sinte, Vera Messias, disse ontem que se tentou uma audiência ontem com o governo, “mas só ficou na conversa”.

A secretária Estadual de Educação, Betânia Ramalho - quando questionada sobre um possível pedido de ilegalidade da greve - disse que essa era uma decisão da área jurídica do Estado e que não há conversas que apontem para um possível corte de ponto dos professores e servidores que estejam fazendo greve.

FONTE:TRIBUNA DO NORTE

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